Implantação começa pelas secretarias da prefeitura e se torna realidade no município já em 2014
A prefeitura de Mangaratiba, com o apoio do Programa Coleta Seletiva Solidária (PCSS) do estado do Rio de Janeiro, iniciou o planejamento para a implantação do Programa Municipal de Coleta Seletiva, em conformidade com as determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a separação dos materiais recicláveis produzidos e a doação para cooperativas e associações de catadores.
Na reunião desta quarta-feira, 13, que contou com a participação de representantes do Inea e da secretaria municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, foi criado o Comitê Intersecretarial com representantes de todas as secretarias da prefeitura. Nesse primeiro momento, Mayra Ferrari, do Inea, explicou os primeiros passos do tema “Resíduos Sólidos”, para que os representantes do poder público conhecessem quais são os tipos produzidos nas secretarias e autarquias municipais. Os membros receberam um questionário que servirá de base para a elaboração de um diagnóstico sobre as condições atuais de geração e destinação dos resíduos produzidos nas repartições públicas municipais. As informações obtidas vão auxiliar o Comitê Intersecretarial na implantação do PCSS no município.
“Já iniciamos os trabalhos e o programa será uma realidade em Mangaratiba. Estamos começando pela prefeitura e vamos expandindo para os distritos, com projetos pilotos onde vamos avaliar o que deu certo e corrigir os pontos negativos. Já começamos a cadastrar os catadores do município que trabalham há muitos anos com coleta de recicláveis no antigo lixão. Lá será construído um galpão para o trabalho da cooperativa (que está sendo reestruturada), fruto da parceria da prefeitura com a empresa Odebrecht. Vamos adquirir o maquinário específico como prensas, balanças e empilhadeiras através da parceria com a Funasa, além da parceria com o SEBRAE que irá capacitar os catadores ensinando a melhor forma e a mais rentável de lidar com o material reciclável”, destacou a secretária de Meio Ambiente Natacha Kede.
A prefeitura e os órgãos parceiros levarão o programa para as escolas públicas, além da mobilização dos agentes públicos. “Quando tivermos tudo estruturado e planejado vamos partir para a mobilização dos outros atores do projeto, os moradores. Vamos fazer um trabalho maciço de educação ambiental no município”, frisou Natacha.
Segundo Custódio Araújo, catador há oito anos no município, com a chegada do programa a expectativa é de melhora de qualidade de vida. “Vai ser muito bom, vamos ter um espaço adequado para tratarmos dos resíduos e aprender novas técnicas para aumentar nossa renda familiar”, conclui o morador da Praia do Saco.

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