A música é a primeira arte que conduz a todas as artes. Com essa frase de Villa Lobos, o artista de Mangaratiba, Miguel Arthuro, inicia sua explicação a reportagem sobre sua exposição “Modus Intelligendi”. A mostra gratuita, que teve início na sexta-feira (2/10) e que fica até 22 de outubro, traz para a cidade a mistura de sentidos, tais como visão e audição. A Casa de Cultura fica na Rua Ismael Cavalcanti, s/ nº, Centro.
Com o gosto pela pintura desde seus 16 anos, Miguel Arthuro diz que se interessou pela arte após ter um primeiro contato com as obras de Pablo Picasso, um dos mais influentes pintores do século XX.
- Faço pinturas de quadros desde 1999. Comecei minhas obras inspiradas no cubismo de Picasso. Fiquei encantado com a forma plástica com que ele tratava suas produções. Com base no que visualizei, apliquei pinceladas rápidas, quebra de efeitos de profundidade e, exagero de contrastes – disse o artista plástico.
Miguel também contou que é autodidata, ou seja, aprendeu a pintar sozinho, com base em muito estudo e perseverança o que lhe deu, no início de 2015, o prêmio Honoris Causa, título concedido por universidades a pessoas que não necessariamente possuam um diploma universitário, mas que tenham se destacado em determinada área, no caso de Miguel, as artes.
- Viver de arte no Brasil é complicado. Quem não estuda fica pra trás. Tenho 32 anos de idade, e esta é a minha 5ª exposição individual. Eu tenho sempre trabalhar seguindo um conceito e, talvez por isso, consegui este título tão significativo na minha carreira – relatou Miguel Arthuro.
Ao explicar o conceito de sua obra, o artista conta que seus quadros reproduzem instrumentos musicais exóticos de modo interativo. Prova disso, é o theremim, instrumento russo criado no início do século XX, e um dos únicos que é possível tocar sem ter contato físico. Miguel explica seu funcionamento.
- O theremim é um instrumento que faz o acompanhamento de orquestra. Seu funcionamento é por meio de eletricidade bem básica. Há quem ainda o utilize para dar características peculiares a suas produções. No início do ano 2000, a banda mineira, Pato Fu gravou um de seus discos com o theremim, em uma tentativa de resgate do instrumento – disse o artista.
Entre as obras também é possível perceber instrumentos de outros lugares do mundo como a China e índia, por exemplo. As obras do artista de Mangaratiba ainda devem ser expostas futuramente nas casas de cultura da Ilha Grande e de Angra dos Reis. Em 2016, Miguel disse que pretende levá-la para Seropédica e Paraty,
- Devo leva-la ainda para Seropédica e estou focando no final do ano que vem em Paraty, a fim de mostrar que a Costa Verde também possui seus expoentes da arte – contou Arthuro.




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