Além das lesões causadas por quedas em pisos de concreto, são comuns casos de crianças que sofrem queimaduras provocadas por metais expostos ao sol e machucados em função de arestas cortantes, farpas de madeira e pregos salientes. Por conta disso, trouxe aqui algumas dicas do que se deve verificar quando se leva seu filho ao parque, e a primeira coisa é a manutenção.
A ausência de manutenção é um dos principais problemas encontrados em brinquedos e áreas de lazer destinados a crianças. O brinquedo pode até ter sido feito conforme as normas de segurança, mas, com o passar do tempo, acaba se deteriorando e, assim, poderá apresentar riscos.
Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei (PL 138/2011), de autoria do deputado Weliton Prado (PT-MG), que obriga a aplicação das normas da ABNT. Mas não há previsão de quando esse projeto será votado e, caso seja aprovado, transformado em lei nacional.
Mas não é apenas o estado dos brinquedos que deve ser observado pelos pais. A forma de utilização também, afinal nossos anjinhos nem sempre são tão anjinhos assim não é verdade?
A melhor coisa a se fazer é orientar os filhos a segurarem firmemente, com as duas mãos, em todos os brinquedos, a não ficarem de pé ou de joelhos em equipamentos como balanço e gira-gira, a subirem no escorregador pela escada (e não pela rampa), a nunca escorregarem de bruços.
Veja o que conferir nos parques para garantir a segurança
Condições gerais
- Deve estar localizado em região iluminada, onde bata sol e haja sombra;
- Deve ser cercado com barreira física para impedir o acesso à rua;
- Os brinquedos devem estar em boas condições de manutenção, sem superfícies cortantes, parafusos soltos, farpas ou rachaduras em madeiras, metais oxidados ou desgastes nas engrenagens.
Piso
- Deve ser feito de material que absorva impacto, como areia, grama ou borracha;
Balanço
- Para os menores de dois anos, os assentos devem ser do tipo cadeira, com encosto e proteção nas laterais;
- Cada balanço pode ter apenas duas cadeiras, separadas por, pelo menos, 60 cm cada. Os pais devem orientar a criança a sair pela lateral oposta ao balanço do lado, para não passar em frente a ele;
- Os balanços devem estar distantes de outros equipamentos. A distância ideal na frente e atrás deve ser o dobro da altura da barra suspensa.
Gangorra
- Deve possuir alças para a criança segurar;
- O assento deve ser em forma de cadeira, de material confortável;
- A altura máxima de elevação do chão não pode ultrapassar um metro;
- O mecanismo de engrenagem deve ser fechado, para evitar que as crianças machuquem as mãos ao tentar manipulá-lo;
- A gangorra deve proporcionar um movimento suave e progressivo, do ponto mais baixo até o pico de altura de cada lado, sem deslocamentos abruptos.
Escorregador
- Deve ser fabricado com material que não acumule calor em excesso, para prevenir queimaduras;
- A prancha de deslizamento deve ser constituída de chapa única, com bordas arredondadas;
- No final da rampa, deve haver uma parte plana, para reduzir a velocidade e amortecer o impacto;
- A área livre na frente da prancha do escorregador deve se estender pela mesma distância da altura da plataforma, com um mínimo de 2 m e máximo de 2,40 m.
Gira-gira
- Deve ter estruturas ou alças para a criança se segurar;
- Não deve ter obstáculos nos quais a criança possa enroscar o pé enquanto estiver em movimento.
Brinquedo de escalar (trepa-trepa)
- Sua altura total não deve exceder três metros;
- Deve estar em piso que absorva o impacto em caso de queda.




Nenhum comentário:
Postar um comentário