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quarta-feira, 18 de março de 2015

Câmara abre mais duas CPIs contra Luciano Mota

A câmara de Itaguaí aprovou nesta terça (17) mais duas Comissões Processantes para investigar o prefeito de Itaguaí Luciano Mota. Com os ânimos exaltados e discursos acalorados, o plenário da Câmara Municipal aprovou as denúncias do morador do Monte Serrat, Amauri de Oliveira Ferreira, totalizando assim quatro CPIs conta o prefeito.

KM Engenharia é investigada

A primeira denúncia feita pelo morador vai investigar a contratação sem licitação, de uma empresa de Juiz de Fora, a KM Engenharia Ltda. Segundo o denunciante, em 27 de março de 2014, o prefeito assinou o decreto municipal 3876/14, publicado na edição 339 do jornal oficial, decretando situação de emergência por conta dos alagamentos nos bairros Santana, Califórnia, Ibirapitanga e Mangueira, o que permitiu que ele contratasse a KM sem que antes fizessem uma licitação para tomada de preços. O problema principal apresentado na denuncia foi que o valor de R$ 1,6 milhão pagos a empresa foi utilizado para construir uma ponte de concreto armado na Estrada do Mazomba, distante oito quilômetros dos locais de alagamentos.

Da bancada de oposição, o vereador petista Willian Cezar lembrou que a ponte só começou a ser construída depois de cinco de julho. Ele disse que possivelmente a prefeitura forneceu dinheiro para capitalizar a empresa. “Antes de iniciar a obra, já tinha recebido mais da metade. No meu entender parece que forneceu dinheiro para fazer capital para trabalhar. Quer dizer usou o dinheiro público para dar para a empresa se capitalizar e fazer o serviço” questionou Willian.

Já o líder de governo, Silas Cabral, do PV, disse que era favorável à denúncia. “Quero dar meu voto sim, em nome do governo. O governo não teme”, o sustentou na ocasião. “Também voto e sou a favor, mas deve se tomar cuidado as denúncias porque nem todas tem fundamento”, afirmou o vereador Carlos Kiffer. 

O vereador Jailson Barboza, também da oposição fez a seguinte declaração no calor do debate. “Aqui o dinheiro está fácil. Joga dinheiro pelo ralo. Só não tem dinheiro para pagar o funcionário público. Agora para essa empresa de Juiz de Fora a gente tem que se enforcar”, esbravejou ele, que lembrou ainda que o problema poderia ter sido evitado se o prefeito tivesse feito a limpeza periódica do rio Mazomba e tivesse trocado seis manilhas "Aquele problema ali é crônico, eu enquanto secretário, fazia a limpeza regular daquele lugar e não gastava nem um decimo do que se gastou", reclamou.

Depois da aprovação da comissão, seguiu-se para o sorteio dos vereadores. Ficou definido que o vereador Genildo Gandra, do PDT seria o presidente, Carlos Kifer, PP seria o relator e Eliezer Lage, PSDC, membro.

Tristar é alvo de maus uma investigação

A outra denúncia também protocolado pelo morador Amauri, que culminou na abertura da segunda Comissão Processante da sessão desta terça, consiste investigar a contratação  indevida da empresa Tristar Controle Ambiental. De acordo com o denunciante a Tristar teria recebido diretamente da Prefeitura de Itaguaí cerca de R$ 16 milhões, mesmo sendo sub-contratada da  Locanty (que mudou para o nome de Infonova Ambiental). Tal transação é contra a lei. 


Também no campo das irregulares, a empresa Tristar responde por contratação e demissão irregular de funcionários, bem como uma relação suspeita com outra empresa, a Mov Cargos responsável pelo aluguel de 187 veículos à prefeitura.

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