A câmara de Itaguaí aprovou nesta terça (17) mais duas Comissões
Processantes para investigar o prefeito de Itaguaí Luciano Mota. Com os ânimos
exaltados e discursos acalorados, o plenário da Câmara Municipal aprovou as
denúncias do morador do Monte Serrat, Amauri de Oliveira Ferreira, totalizando
assim quatro CPIs conta o prefeito.
KM Engenharia é investigada
A primeira denúncia feita pelo morador vai
investigar a contratação sem licitação, de uma empresa de Juiz de Fora, a KM
Engenharia Ltda. Segundo o denunciante, em 27 de março de 2014, o prefeito
assinou o decreto municipal 3876/14, publicado na edição 339 do jornal oficial,
decretando situação de emergência por conta dos alagamentos nos bairros
Santana, Califórnia, Ibirapitanga e Mangueira, o que permitiu que ele
contratasse a KM sem que antes fizessem uma licitação para tomada de preços. O
problema principal apresentado na denuncia foi que o valor de R$ 1,6 milhão
pagos a empresa foi utilizado para construir uma ponte de concreto armado na
Estrada do Mazomba, distante oito quilômetros dos locais de alagamentos.
Da bancada de oposição, o vereador petista
Willian Cezar lembrou que a ponte só começou a ser construída depois de cinco
de julho. Ele disse que possivelmente a prefeitura forneceu dinheiro para
capitalizar a empresa. “Antes de iniciar a obra, já tinha recebido mais da
metade. No meu entender parece que forneceu dinheiro para fazer capital para
trabalhar. Quer dizer usou o dinheiro público para dar para a empresa se
capitalizar e fazer o serviço” questionou Willian.
Já o líder de governo, Silas Cabral, do
PV, disse que era favorável à denúncia. “Quero dar meu voto sim, em nome do
governo. O governo não teme”, o sustentou na ocasião. “Também voto e sou a
favor, mas deve se tomar cuidado as denúncias porque nem todas tem fundamento”,
afirmou o vereador Carlos Kiffer.
O vereador Jailson Barboza, também da
oposição fez a seguinte declaração no calor do debate. “Aqui o dinheiro está
fácil. Joga dinheiro pelo ralo. Só não tem dinheiro para pagar o funcionário
público. Agora para essa empresa de Juiz de Fora a gente tem que se enforcar”,
esbravejou ele, que lembrou ainda que o problema poderia ter sido evitado se o
prefeito tivesse feito a limpeza periódica do rio Mazomba e tivesse trocado
seis manilhas "Aquele problema ali é crônico, eu enquanto secretário,
fazia a limpeza regular daquele lugar e não gastava nem um decimo do que se
gastou", reclamou.
Depois da aprovação da comissão, seguiu-se
para o sorteio dos vereadores. Ficou definido que o vereador Genildo Gandra, do
PDT seria o presidente, Carlos Kifer, PP seria o relator e Eliezer Lage, PSDC, membro.
Tristar é alvo de maus uma investigação
A outra denúncia também protocolado pelo
morador Amauri, que culminou na abertura da segunda Comissão Processante da
sessão desta terça, consiste investigar a contratação indevida da empresa
Tristar Controle Ambiental. De acordo com o denunciante a Tristar teria
recebido diretamente da Prefeitura de Itaguaí cerca de R$ 16 milhões, mesmo
sendo sub-contratada da Locanty (que mudou para o nome de Infonova
Ambiental). Tal transação é contra a lei.
Também no campo das irregulares, a empresa
Tristar responde por contratação e demissão irregular de funcionários, bem como
uma relação suspeita com outra empresa, a Mov Cargos responsável pelo aluguel
de 187 veículos à prefeitura.



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