O desconforto durante a sessão da Câmara desta semana, só fez aumentar com a votação de mais um veto do prefeito Luciano Mota. Desta vez a negativa dada à lei autorizativa do vereador Noel Pedrosa que solicitava a reforma do cais de Coroa Grande, foi a detentora da já batida “Falta de interesse público”. A justificativa foi novamente tema de questionamento dos vereadores Noel, Genildo Gandra e Jailson Barbosa.
“Como que pedir para recuperar o cais e a praia de Coroa Grande é uma lei inútil? Que não há interesse público?”, questionou Noel, que foi seguido por ser colega de bancada Jailson. “Eu quando era secretário de obras, foi várias vezes ao gabinete do então prefeito Charlinho, para mostrar o perigo daquele cais e nunca fui atendido, o problema daquele lugar não é culta do Luciano, muito pelo contrario, mas falar que tal pedido é um projeto inútil? Isso é um absurdo que o prefeito esta fazendo com o vereador Noel. Não vou votar contra nenhum colega de bancada, seja ele oposição ou situação”, afirmou Jailson.
Tentando apaziguar um pouco os ânimos já exaltados, o vereador Marcio Pinto, que sempre empunha a bandeira de defesa de Coroa Grande, tentou resolver o problema no dialogo. “Nobres amigos, todos sabem que eu estou sempre lutando por Coroa Grande e gostaria de lembra aqui que a construção de um novo cais em Coroa Grande é uma contra partida da Companhia Docas. Esse documento já foi assinado a muitos anos e até agora nada foi feito. Por que o vereador não prepara uma indicação de obra solicitando ao prefeito que cobre das Docas essa obra ainda não iniciada?”, questionou o vereador.
Líder de Governo, o vereador Carlos Kifer fez questão de lembrar que o problema da lei era a forma como ela foi feita. “Vereador, acho justíssima a sua solicitação, mas estamos aqui votando pela manutenção do veto pela forma como a lei foi feita”, afirmou ele que também pediu a Noé para preparar uma indicação de obra. Com votação nominal, o veto à lei autorizativa foi mantida por Robertinho, Marcio Pinto, Vicente Rocha, Mirian Pacheco, Carlos Kifer, Marco Barretos e Abelardinho.
Plateia revoltada
Com os ânimos já exaltados por causa da votação do aumento dos servidores, a plateia presente, que lotou todas as cadeiras da Câmara também ficou revoltada com o veto do prefeito e questionaram como os vereadores podem manter este veto. “Estou revoltado com esta atitude, como pode um vereador que frequenta Coroa Grande votar contra a obra no cais?”, reclamou Delarney Carvalho, Presidente da Associação de Moradores e Amigos de Vila Geni. “Isso é uma covardia dos vereadores que votaram pela manutenção do veto”, queixou-se o Líder Comunitário do bairro Somel, Gilson Gonçalves.
DISQUS SHORTNAME
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário